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| O que é T.C.O.?Como as experiências nas grandes empresas podem ajudar a não reinventar a roda nem cair em erros recorrentesA cada mês que passa, mais empresas de renome, exemplos de uso de tecnologia e gestão, terceirizam seu suporte técnico, e até gestão, da informatização. Elas aprenderam, a duras penas, que deixar o uso do PC da empresa "à vontade" para os funcionários causa queda de produtividade, custo alto de suporte (horas/homem para reconfigurações, reinstalações, restaurações de dados) e até perda de dados! Também o sistema operacional e aplicativos antigos, por exemplo o Windows 98 e o Microsoft Office 2000, deixam os computadores mais "fracos" contra "viroses" e dificultam o "travamento". Travamento (ou desktop lockdown) é restringir o que as pessoas poderão (des)configurar e/ou usar nos PCs. A idéia é ter os PCs como os telefones: tem tal e tal recurso programados para os fins da empresa (e não particulares) e pronto: taí e use... Claro que se desejar, pode-se colocar um ou outro micro como "quiosque", para que as pessoas possam usá-los em assuntos particulares, por exemplo navegar na internet e ver seus emails pessoais, ou imprimir um arquivo de trabalho de faculdade etc. Ou até liberar isso nos micros, mas com controle ! A diversidade de sistemas operacionais (Windows 98, 2000, XP, XP com Service Pack 2) e aplicativos (Office XP, Office 2000, Office 2003, etc.) nos micros aumenta a quantidade de pontos potenciais de falha, pois se para uma única versão é necessário tarefas rotineiras de manutenção e suporte, com o conhecimento e habilidades específicos da versão, imagine várias versões espalhadas pela rede... No fundo, o tempo gasto com estas tarefas "come" o tempo que deveria estar sendo gasto com análise de desempenho, segurança, fluxo de trabalho / O&M, novos aplicativos e formas de uso, entre outras tarefas mais "nobres" da gestão da informatização. Pode-se então legitimamente incluir no custo do suporte o de "oportunidades perdidas" de novas formas de negócios e trabalho, ou melhoria em processos existentes, por não estar se fazendo estas tarefas. Veja os benefícios em casos de grandes empresas que padronizaram o seu ambiente e travaram o ambiente (segure a tecla SHIFT e clique nos links a seguir para abrí-los em uma janela separada):O Boticário, Petrobrás e Siemens. Se para as grandes empresas há benefícios financeiros e operacionais reais, o mesmo pode aplicar-se à sua organização, de qualquer porte. Basta vontade política e um bom levantamento e plano de execução. Você deve ter percebido que as grandes empresas quase não têm usado Linux, apesar de este já estar "no mercado" há mais de 5 anos... por quê ? Devido principalmente a problemas de drivers (funcionamento, obtenção, atualizações, correções), componentes "free" do sistema e aplicativos (corrigidos quando o "dono" do código resolve ter boa vontade e tempo livre para liberar para a "comunidade"), treinamento mais caro e longo, etc. Apenas em alguns estados mais atrasados e socialistas do país têm havido uma "moda" nestes últimos anos, que temos certeza que naufragará, como as do "Delphi" e outras "anti-Microsoft"... Infelizmente, alguns governos têm estimulado estas adoções de sistemas livres, por razão exclusivamente política, o que causará no longo prazo um grande prejuízo aos cofres públicos e mau uso de nossos impostos. Como dissemos antes, nas grandes empresas, em que cada real conta, o assunto já foi estudado a fundo (há mais de 3 anos atrás) e viu-se que não são verdadeiras as propaladas "vantagens" do software livre. Aliás, software "livre" é diferente de "gratuito". Livre quer dizer que você pode ter acesso ao programa original. Mas isso quer dizer que você aí na sua pequena ou média empresa pode então analisar um Linux com umas dezenas de milhares de linhas de programas e entender ou alterar ("personalizar para suas necessidades") aquilo ?! Claro que não. E é aí que algumas empresas e "consultores autônomos" vêm te pegar: com o apelo de não pagar pelo software, depois te empurram uma "consultoria" e um suporte bem "salgadinhos"... isso quando não te deixam falando sozinho, depois de um ou dois anos de "parceria", quando finalmente encheram os bolsos e resolvem curtir o lucro, deixando fornecedores e usuários se virando sozinhos. T.C.O. é uma sigla inglesa para Custo Total de Propriedade (Total Cost of Ownership). Ou seja, os custos diretos e indiretos atribuídos a algo, desde a decisão inicial de se tê-la/usá-la, até a sua descontinuação de uso ou posse. Um exemplo é a piada do cara que economizou o suficiente para comprar uma BMW nova, quebrou 2 rodas num buraco em uma viagem, e depois não tinha como pagar o IPVA no ano seguinte ( muito menos as revisões recomendadas pelo fabricante). Ao custo de aquisição dela, tinha que se somar os correntes (combustível, impostos, revisões), os de riscos prováveis (franquia de seguro em caso de sinistro, quebra de peças por más condições de estrada) e os de "descarte" (anúncios em jornal para vender, ou comissão de venda). E essa soma deveria ser feita considerando o período esperado de posse/uso, e não simplesmente por ano. Por exemplo, se era esperado usar o carro por 5 anos. No caso de TCO relacionado a informatizações, há uma grande divulgação no site da Microsoft sobre o TCO do Windows Server 2003 ser melhor que o Linux, na maior parte das situações, e melhor inclusive que seu predecessor, o Windows 2000 - que foi melhor que o Windows NT, que foi melhor que o Windows 95, etc. Ou seja, uma das metas de cada versão nova de Windows é que tenha um TCO melhor que as anteriores. E isso é atingido com novas capacidades e facilidades de gerenciamento embutidas nas novas versões. No final das contas, pode ter certeza que o Windows XP de hoje é mais "barato" (em termos de TCO, considerando um período de uso de 3 anos) do que se sua empresa há dez anos estivesse comprando Windows 95. Geralmente, considera-se um prazo de uso "bom" para uma versão do Windows como de 3 anos, se você o adquirir no mesmo ano de lançamento. Após uns 3 ou 4 anos, novas necessidades de uso, programas aplicativos, ameaças, facilidades de gerenciamento, acabam justificando uma troca para uma versão mais recente. Exemplo de estimativa de custo mensal para uma organização ou departamento com 15 desktops e um servidor: Hardware Custo mensalizado de desktop básico (sem floppy nem CD, e com monitor de 15"): Software Custo mensalizado de desktop Windows XP Professional (R$ 980,00), Office 2003 Small Business Edition (R$ 1492,00); anti-vírus é embutido no anti-vírus para servidor: Sub-total mensal hardware & software: 15 usuários: R$ 2.732,00 ao mês por 2 anos - sem contar mão de obra, própria ou terceirizada
Serviços R$ 800 - mensalidade de terceirização profissional da rede ou estagiário / técnico júnior Total mensal 15 PCs: hardware, software e serviços R$ 800 (adm.rede/suporte) + R$ 150 (adsl) + R$ 2.732 (hardware/software) = R$3.682,00 ao mês Serviços: 25,80% - Software 50,43% - Hardware 23,77% Conclusão: o custo de terceirização da administração de rede é cerca de 22% do custo fixo mensal total do ambiente para 15 usuários. Se incluir no cálculo o custo de impressoras e papel, seria ainda um pouco menor. Se fosse empregar um profissional CLT permanente (cerca de R$ 1.200,00 + mais encargos 100% fgts/férias/13o./benef. = R$ 2.400), numa base otimista representaria +-45% do custo total fixo mensal. Não está aqui se considerando custos com treinamentos. Pode-se argumentar que uma pessoa fixa no local, CLT, faria outras atividades, tais como atender os usuários em relação ao uso dos aplicativos, etc., porém pode ter certeza que assim não conseguirá atender adequadamente as tarefas "nobres" da sua informatização. E os próprios usuários, com informação e documentação de apoio para ajudar no uso dos programas e equipamentos, não precisam tanto de babá - o vulgo $uporte técnico!
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